É possível ser feliz e viver com a Diabetes Tipo 1?

Sou a Margarida e sou Nutricionista da equipa Põe-te na Linha. Hoje irá ficar a conhecer mais um bocadinho da minha história, mais especificamente da parte mais doce… Foi em janeiro de 2019 que ‘me bateu à porta’ o diagnóstico de Diabetes Tipo 1. Aos 21 anos.

Sentia-me a emagrecer muito quando, na verdade, estava a comer cada vez mais, tinha a boca constantemente seca mesmo bebendo 4L de água por dia, notava uma sensação de cansaço extremo e também uma vontade de urinar em todos os momentos. Estes são os sintomas característicos e eu tinha-os absolutamente todos.

Recordo-me perfeitamente que na altura estava a decorrer a época de exames da minha faculdade e que a ideia de faltar a exames não me agradava, de todo. Então fui a praticamente todos, até já não ser humanamente possível ir a mais algum.
Depois do último exame fiz o primeiro teste de glicémia na farmácia perto de minha casa, onde a máquina acusou uns simpáticos 421mg/dL (muito muito altos). Na manhã do dia seguinte desloquei-me ao centro de saúde para fazer outro teste (este em jejum – para confirmar o anterior) e horas depois já estava internada no hospital, onde passei 7 dias. Não é fácil porque sabemos que é algo que vai ficar connosco para a vida toda, façamos o que façamos. Mas, mesmo sabendo tudo isto sempre me esforcei para me manter muito positiva durante todo o processo.

Hoje, 4 anos depois de ter sido diagnosticada, sou muito feliz e posso dizer que reservo um bocadinho da minha vida para a Diabetes e nunca o contrário. Tenho sempre a preocupação em manter os meus valores de glicemia dentro dos intervalos adequados e, com uma alimentação adequada e um estilo de vida ativo, digamos que não é assim tão complicado 😊 Tem dias, mas isso todos nós – diabéticos ou não diabéticos – os temos.

A Diabetes Tipo 1 (atenção que é diferente da Diabetes Tipo 2) é uma doença crónica autoimune em que o sistema imunológico ataca as células do pâncreas que produzem insulina – daí ser necessário iniciar a sua administração após o diagnóstico.

É fundamental que o tipo e as doses de insulina sejam ajustados e discutidos em conjunto com o médico. Nas situações em que já exista um bom controlo glicémico, é também importante manter um peso adequado, de forma a evitar complicações futuras. Um Nutricionista pode ajudá-lo a viver com a Diabetes de uma forma mais tranquila, visto que uma boa alimentação é fundamental para conseguir glicemias controladas. Para marcar consulta diretamente comigo, pode fazê-lo aqui.

Como nota final, deixo a mensagem de que um Diabético Tipo 1 não tem de deixar de comer o que gosta. Apenas precisa de aprender a conhecer bem o seu corpo, nomeadamente a forma como reage à alimentação e às doses de insulina.

Gostaria que escrevesse um outro artigo com alguns pontos que considero importantes na alimentação com Diabetes?

Artigo elaborado por: 
Nutricionista Margarida M. Ribeiro (5174N) | Equipa Põe-te na Linha

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